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Meu perrengue na viagem de trem por Portugal

Viagem de trem por Portugal: o que ninguém te contou. Uma experiência que seria perfeita, se as portas ajudassem. Confira meu perregue na viagem de trem por Portugal.

Hoje eu resolvi contar pra você uma experiência meio “delicada” nesta minha viagem de dois meses por Portugal, fugindo um pouco das dicas de hotéis, lugares para visitar e serviços que eu testei e recomendo. O papo de hoje é sobre minha primeira viagem de trem em Portugal.

Vamos começar pela escolha do destino. O Alentejo tem visitado minha imaginação com uma frequência muito grande e nesta minha “bigtrip” por Portugal, finalmente consegui encaixar o destino no meu roteiro pra lá de estudado e bem desenhado. Foi então que me veio aquela dúvida básica: autocarro ou comboio? Ops, quero dizer: ônibus ou trem? Bem, na verdade não foi assim não, foi mais ou menos: – caraca, finalmente vou andar de trem em Portugal!!! É, foi mais assim… O fato é que o trem foi logo a minha primeira opção, afinal, no Brasil já tem bastante ônibus, né?

Totalmente convicta desta ser a melhor opção lá fui eu comprar minha passagem online. Entrei no site dos Comboios de Portugal e fiz todo o processo de forma muito prática. Logo selecionei o destino, no meu caso como estaria saindo de Lisboa, a minha amiga Ana Catarina do Blog Turista Profissional que é mega entendida de Portugal, me deu a dica de escolher a estação Sete Rios, mais central do que a Estação Oriente, por exemplo, que apesar de lindona fica em uma zona mais afastada da cidade. O destino final seria Évora, minha base no Alentejo, de onde iria fazer diversos passeios pela grande região ao longo de sete dias.

Data escolhida, lá fui eu vasculhar as opções. Basicamente as diferenças são pequenas na hora de escolher. No meu caso só havia a opção Intercidades (IC), só me restava selecionar o horário e a classe para finalizar. Como eu estava comprando com alguma antecedência, tive ótimas opções de desconto na tarifa. Como opção de primeira classe o custo em euros era de 16,50 e o de segunda classe de 12,40. Já com os descontos ficava por 10,00 na primeira classe e 7,00 na segunda classe. Já havia pesquisado bastante e optei por comprar o bilhete promocional da segunda classe mesmo uma vez que a viagem duraria pouco mais de uma hora. Horário selecionado, chegou o momento de preencher minhas informações, selecionar assento e confirmar o pagamento. Mas antes de tudo, já faça seu cadastro no site para poder efetuar sua compra online.

O tempo passa, viajo para Portugal e após 10 dias em Lisboa, chega a hora de finalmente conhecer o comboio pessoalmente. De mala tamanho médio (meu mundo por dois meses estava ali), mochila com bugigangas profissionais, bolsa e um tripé, lá fui eu de Uber para a estação Sete Rios com mais de uma hora de antecedência. Sim, eu sou dessas, ainda mais quando não conheço nada do que deve ser feito como neste caso.

Antes da viagem eu fiz pesquisas em muitos sites e blogs com a intenção de pegar o máximo de informações possíveis pra tudo dar certo. Procurei dicas sobre como localizar o trem na plataforma, como minha mala ficaria dentro do vagão, tudo que foi possível procurar eu procurei. Até encontrei boas informações, mas em lugar nenhum eu havia encontrado uma que me faria repensar a possibilidade de viajar de trem na minha condição.

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Plataforma certa, horário se aproximando, trem sendo anunciado no painel e no sistema de som da estação e lá chegava o trem. Me aproximei do meu local de embarque, exatamente como havia lido em algum blog e me posicionei a esperar. Pouco tempo depois lá estava ele parando quando me deparei com um pequeno detalhe, não, na verdade três detalhes: portas muito estreitas, degraus e um grande espaço entre o trem e a plataforma. aí você deve estar pensando: – eita, que fresca essa mulher!! Mas vamos a pequenos detalhes que escrevi aqui acima: uma mala média (pesando uns 22kg), uma mochila com quase 10kg, bolsa e tripé. Lembra? Então vamos fazer um exercício de imaginação, ok? Pense em uma mulher grandalhona, abrindo as pernas para se equilibrar entre o primeiro degrau do trem e a plataforma, jogando uma mochila pra dentro do trem (de qualquer jeito mesmo), catando no braço e jogando pra dentro do trem uma mala média, a essa altura a bolsa e o tripé já estavam escorregando e quase caindo, tudo se equilibrando (e rezando) pra não cair. Cansou só de imaginar, né? Pois… essa foi minha primeira experiência no comboio. E antes da pergunta óbvia vir à sua mente, não, ninguém se prestou a me ajudar.

Depois que consegui entrar, dei passagem para o povo que estava bufando atrás de mim, querendo entrar no trem e reuni minhas tralhas de forma organizada no guarda volumes e fui procurar meu lugar que estava logo a seguir. Por sorte eu entrei na “carruagem” certa. Na estação que eu estava não havia nenhuma marcação com numeração e nem mesmo um funcionário para dar qualquer tipo de informação, conforme uma série de blogs falavam que existiria. Se quisesse falar com alguém, teria que descer a escada e procurar uma pessoa disposta a me ajudar.  

Acomodada em meu lugar era hora de relaxar e curtir a paisagem. Na verdade eu lutei pra não dormir mesmo, sou daquelas que qualquer balancinho já dá soninho. Na verdade, foi um senhor bem simpático que passou para validar o bilhete do trem que me fez despertar com um “bom dia” com voz de locutor daqueles programas melosos de fim de noite nas rádios FM.

Durante o percurso, correu tudo muito bem, sem nenhum inconveniente. Foi nesse tempo que cheguei à conclusão de que a maioria das pessoas escreve apenas para quem viaja com malinha pequena e leve. Será que ninguém nunca achou estranho ter que se equilibrar desse jeito pra jogar a mala pra dentro do trem? Será que é assim em todas as estações? Já li que o ideal é levar apenas uma mala e até aí, ok, faz todo sentido, mas como entrar e se equilibrar…

Seguindo algumas outras orientações dos blogs que li, também dei uma atenção maior à minha mala na hora das paradas, vai que algum espertinho dá um perdido nas minhas coisas? Não era muito comum isso acontecer, mas já houveram alguns relatos e por isso, atenção nunca é demais.

Mas, a vida boa estava acabando e já chegava a hora de sair do trem e passar por toda aquela enrolação de novo: mala pesada, pernas abertas e malabarismo pra não cair. Povo bufando atrás de você querendo sair logo do trem, mas tudo bem, viagem sem perrengue não rende boas histórias e ainda tem muita viagem pra seguir aqui por Portugal.


Naira Amorelli viajou para Portugal em press trip organizada pelo Portal de Portugal e Embarque na Viagem. Esta ação conta com o patrocínio do Cidadania Já – empresa de consultoria que busca ajudar os descendentes de portugueses a adquirirem a dupla cidadania portuguesa. E apoio do Mysimtravel – chip internacional que te deixa conectado durante a viagem com toda a segurança e economia que você precisa – e Assist Trip, assistência de seguro viagem assegurada pela Zurich e mais nova marca a integrar o portfólio da Seguros Promo.


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Naira Amorelli
Naira Amorelli
Naira Amorelli, Travel Writer, Turismóloga e publicitária é uma apaixonada por Portugal e vive a sonhar com novas descobertas pelos caminhos mais escondidinhos do país. Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil exceto quando especificado em contrário e nos conteúdos replicados de outras fontes. Havendo reprodução total ou parcial favor citar a fonte: www.portaldeportugal.com.

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